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23/02/2017 às 12:32 | STJD

Vitória da Conquista x Coritiba: atletas punidos

Créditos: Daniela Lameira / Site STJD

A Quinta Comissão Disciplinar do STJD do Futebol puniu os atletas Matheus, do Coritiba, e Emílio, do Vitória da Conquista, pelas expulsões ocorridas na Copa do Brasil. Em julgamento realizado nesta quinta, dia 23 de fevereiro, Matheus recebeu suspensão de uma partida, enquanto Emílio foi punido com advertência. A decisão cabe recurso.

As infrações ocorreram na partida realizada no dia 8 de fevereiro. Na súmula o árbitro Cláudio Francisco Lima e Silva narrou as expulsões ocorridas. Matheus, do Coritiba, foi expulso aos 21 minutos do segundo tempo após receber o segundo amarelo por calçar o adversário na disputa de bola. Pelo mesmo motivo o atleta Emílio, do Vitória da Conquista, também recebeu a segunda advertência e consequentemente acabou expulso aos 24 minutos da etapa final.

Matheus e Emílio foram denunciados pela prática de jogada violenta descrita no artigo 254 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD), que prevê até seis partidas de suspensão.

Em defesa do Coritiba, o advogado Pedro Gomes sustentou o pedido de absolvição do atleta Matheus. “Sem nenhuma gravidade. O atleta já foi devidamente punido ao ficar de fora o restante da partida. Houve a expulsão, mas não ocorreu uma infração disciplinar”, concluiu.

Pelo Vitória da Conquista, a advogada Patrícia Saleão também pediu a absolvição de Emílio. “O atleta recebeu uma segunda advertência e o árbitro entendeu por aplicar o amarelo. A defesa considera que o atleta ser expulso por uma falta de jogo não configura infração disciplinar e pede a absolvição ou no máximo a desclassificação para o artigo 250 e aplicação da pena mínima por se tratar de um jogador primário”.

Reator do processo, o Auditor João Riche justificou e proferiu seu voto. “Considerando que o relato da súmula traz a mesma descrição para as duas jogadas e não há nenhuma informação de ter machucado ou causado outro problema, desclassifico para o 250 e aplico ao atleta Matheus uma partida e ao Emílio advertência”.

O voto do relator foi acompanhado na íntegra pelo Auditor José Nascimento.

Ultimo a votar, o Presidente Rodrigo Raposo divergiu. “Na minha concepção , no relato do árbitro, tratou-se de um lance na disputa de bola e não vejo elemento capaz de configurar uma infração disciplinar. Absolvo ambos os atletas”, concluiu.

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