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13/02/2017 às 13:03 | STJD

CSA x ABC: Atletas e clube punidos

Créditos: Daniela Lameira / Site STJD

A Quinta Comissão Disciplinar do STJD do Futebol julgou e puniu as infrações ocorridas no confronto entre CSA e ABC, pela Copa do Nordeste. Em julgamento realizado nesta segunda, dia 13 de fevereiro, os Auditores aplicaram suspensão de uma partida a Ares, do ABC, dois jogos a Rafinha, do CSA, e multa de R$ 1,5 mil ao ABC. A decisão proferida em primeira instância cabe recurso.

De acordo com a súmula da partida, realizada no dia 25 de janeiro, Ares e Rafinha foram expulsos com o vermelho direto após agressões. Ares atingiu o meia Didira com um soco e Rafinha revidou a agressão cometida por Ares contra eu companheiro de equipe. Já no campo de cronologia o árbitro narrou o atraso de três minutos no reinício da partida devido a entrada tardia da equipe do ABC.

Em sessão, o Subprocurador Leonardo Andreotti destacou a gravidade nas infrações cometidas pelos atletas e reiterou a denúncia por agressão física. “Uma perfeita agressão física. Claramente o primeiro atleta da um soco na nuca do adversário e o outro revida com outro soco em defesa de seu companheiro. Condutas perigosas e que devemos reprimir para que a violência não alcance uma proporção maior. Atitudes como essa tomadas dentro do campo e que fogem a normalidade podem trazer consequências desastrosas”.

Pelo ABC o advogado Paulo Rubens pediu a desclassificação na conduta do jogador Ares. “O animo não foi de agressão. Isso gera uma revolta total. A hipótese, no entender da defesa, é típica para o artigo 250 por ato desleal ou hostil”, defendeu.

Do lado do CSA o advogado Felipe de Macedo também pediu a desclassificação na conduta para ato desleal ou hostil e justificou. “No meu entender a expulsão do atleta do CSA foi para compensar. Jogo tranquilo com poucos amarelos. Atleta primário e pelas imagens se o atleta do ABC tivesse tomado um soco na nuca teria caído ou revidado. Um soco é muito grave e se tivesse ocorrido os companheiros teriam se manifestado. A defesa pede a desclassificação para ato hostil e aplicação da pena mínima”, concluiu.

Relator do processo o Auditor José Nascimento proferiu seu voto. “Não tivemos o elemento físico soco. Não existiu. Todavia não me parece uma atitude de pequena gravidade não. Acho que foi um ato hostil sim e ao jogador que iniciou condeno em uma partida no 250. Já o Rafael, pela postura ser mais grave, aplico dois jogos. Ao clube o atraso aplico multa de R$ 1,5 mil, devido a reincidência”.

O Auditor Wanderley Godoy acompanhou a multa aplicada ao ABC e aplicou duas partidas de suspensão a cada atleta por infração ao artigo 250 do CBJD. Já o Auditor Eduardo de Mello e o Presidente Rodrigo Raposo acompanharam o voto do relator na íntegra.

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