Fala, Federação!

01/08/2017 às 14:35 | Assessoria CBF

FES realiza evento sobre futebol de base

O 1° Simpósio Brasileiro de Futebol de Base (Simbrafut) alcançou seu objetivo ao reunir cerca de 300 pessoas no auditório do hotel Golden Tulip, em Vitória (ES) para falar sobre o futebol de base no Brasil. A Federação Capixaba de Futebol (FES) convidou alguns dos principais especialistas no assunto, como o tetracampeão Mauro Silva; o diretor das categorias de base do Cruzeiro EC, Eduardo Freeland; o consultor da CBF, Próspero Paoli; e o advogado da Federação Paulista de Futebol (FPF) e do Santos FC, Cristiano Caús. Políticos e personalidades capixabas também estiveram presentes. 

Este foi o último evento do ano do centenário da FES. O presidente da Federação, Gustavo Vieira, se surpreendeu positivamente com o público presente.

– É bom vermos este interesse maciço pelo assunto. Só assim conseguiremos reverter o atual quadro do futebol local. 

Vieira foi elogiado pelo secretário estadual de esportes, Max da Mata.

– Não estou surpreso com a quantidade de presentes neste evento em função da credibilidade adquirida pela atual gestão da FES. Além de levar os jogos do Capixabão de volta à grade da TV aberta e das transmissões online das partidas, a FES é a primeira Federação do país a alterar o seu estatuto, impedindo que o presidente possa se reeleger mais do que uma vez. Devemos exaltar o excelente trabalho feito pelo presidente Gustavo Vieira e vamos fazer o que estiver ao nosso alcance para apoiá-lo nesta empreitada. 

O secretário-geral da CBF, Walter Feldman, também teceu elogios ao trabalho desenvolvido por Gustavo Vieira e cobrou maiores incentivos por parte do poder público.

– O Espírito Santo precisa urgentemente de uma lei de incentivo ao esporte. As leis federais são importantes, mas não atendem às peculiaridades de cada clube. Por isso peço um maior envolvimento de todos para alavancarmos o futebol capixaba, que tem muito potencial – diz. 

As palestras

Para Mauro Silva, o futebol atual é muito diferente do praticado no seu tempo de jogador. O problema é que os formadores não estão acompanhando esta mudança de curso.

– Joguei 11 anos pela seleção brasileira e nunca joguei em grandes clubes. Isto mostra a importância da base que tive. Mas o futebol hoje mudou muito. A demanda intelectual já é maior do que a demanda física. Quanto mais versátil o jogador é, mais valor ele agrega ao clube formador. Quanto mais você investe no ser humano, mais acerta no atleta – afirma.

– Devemos exigir capacitação de todos os envolvidos no futebol: formadores, treinadores, promover interação com a arbitragem. Pois como é possível eu formar se eu não souber formar? – completa. 

O advogado Cristiano Caús trouxe um dado preocupante acerca do tema: apenas um clube capixaba possui certificado de clube formador - o Real Noroeste.

– Hoje, o certificado é indispensável a qualquer clube profissional e as regras devem ficar ainda mais rígidas. Isto é importante para preservarmos o atleta e formarmos cidadãos. 

Eduardo Freeland trouxe um pouco de suas experiências enquanto gestor das categorias de base do Botafogo e agora, no Cruzeiro. De acordo com ele, clubes devem se preocupar, inclusive com o comportamental dos seus jogadores em formação. Ele acredita que as pessoas que atuam nas categorias de base dos clubes devem se preocupar em fazer o seu melhor em prol do futuro dos atletas.

– Não importa se vão destruir o que estou construindo, mas faço o meu melhor no tempo que eu tiver, porque isto é o que me cabe – diz, citando a célebre frase de Madre Teresa.

– Hoje o futebol mudou, mas alguns treinadores continuam com métodos arcaicos de treinamento e isto explica um pouco sobre a queda do nível do futebol brasileiro – é a opinião de Próspero Paoli, mentor do Centro Esportivo Ubaense (CEU), que é caso de sucesso na formação de jogadores.

Ele, que também é instrutor da CBF, avalia que o sucesso do CEU se deve ao entendimento e adoção de práticas próprias para o atual momento do futebol.

– O futebol de hoje exige muito da parte cognitiva do atleta e isto deve ser trabalhado desde a mais tenra idade. É óbvio que a maioria não vai se tornar jogador profissional. Mas a partir do momento em que o tiramos de casa, assumimos parte da responsabilidade por sua formação enquanto cidadão – encerra.

Fonte: Federação de Futebol do Espírito Santo

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